Leitura é a chave para a liberdade. Ler e escrever é fazer amor com as palavras. Tricotar e cozinhar é fazer amor com os sentidos. Aqui encontrarás o delírio, o prazer e o sonho, que fazem parte do viver...
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Histórias de uma caminhada (2)
Ela era baixinha como eu, magra, de cabelos compridos grisalhos sempre acomodados em um coque coberto por uma rede bem fininha. Sempre bem arrumada em vestido floral, tailleur de cor escura com blusa floral e eternamente de salto alto. Ela era minha avó. O nome dela Elizabeth Mc Culloch. Nós a chamávamos de Granny.
Granny foi uma pessoa genial. Manteve a família unida embora morássemos em países e continentes diferentes. As filhas – minha mãe inclusive – escreviam cartas semanalmente pra ela e ela se encarregava de fazê-las rodar entre todos os irmãos. Assim nos mantivemos juntos. Tanto que ainda hoje 15 anos após a morte dela aos 100 anos, nós, os netos, ainda mantemos contato e quando nos vemos é como se nunca tivéssemos nos separado. Estamos no Brasil, no Uruguai e na Inglaterra.
Nunca levantou a voz e quando alguém reclamava de um de nós Granny costumava dizer:
– É uma fase... Isso passa.
Sempre me lembro dela sentada numa poltrona em frente à lareira fazendo tricô ou lendo e nós correndo a volta dela brincando. Ou então, ela na cozinha e o cheiro inconfundível da comida de vó... Saudades...
domingo, 29 de abril de 2007

Peguei emprestado da Casa do Rubem Alves http://www.rubemalves.com.br/jardim.htm ao passear por lá hoje de manhã, para um reflexão blogosférica dominical.
“Este pequeno poema de Cecília Meireles me encanta, é o resumo de uma cosmologia, uma teologia condensada, a revelação do nosso lugar e do nosso destino:
"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta.
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta.
"Metáfora: somos a borboleta. Nosso mundo, destino, um jardim. Resumo de uma utopia. Programa para uma política. Pois política é isto: a arte da jardinagem aplicada ao mundo inteiro. Todo político deveria ser jardineiro. Ou, quem sabe, o contrário: todo jardineiro deveria ser político. Pois existe apenas um programa político digno de consideração. E ele pode ser resumido nas palavras de Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso."
(O retorno eterno, p 65).
(O retorno eterno, p 65).
sábado, 28 de abril de 2007
Aconchego

Eu estava ausente
numa rua distante
e ele passou...
Segurou os meus braços,
conduziu os meus passos,
e eu segui...
Eu estava tremendo,
eu estava chorandoe ele chegou...
Segurou minha cabeça,
afagou minha tristeza,
e eu sorri...
Eu estava vazia
numa casa tão fria
e ele entrou...
Aqueceu meu cantinho
deu-me tanto carinho,
e eu vivi!...
numa rua distante
e ele passou...
Segurou os meus braços,
conduziu os meus passos,
e eu segui...
Eu estava tremendo,
eu estava chorandoe ele chegou...
Segurou minha cabeça,
afagou minha tristeza,
e eu sorri...
Eu estava vazia
numa casa tão fria
e ele entrou...
Aqueceu meu cantinho
deu-me tanto carinho,
e eu vivi!...
Yedda de Burgos Martins de Azevedo
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Histórias de uma caminhada...(1)

Richard e Derek
Isso botou um ponto final no assunto tatuagens, se bem que a cada nova tatuagem que ele e o Richard fizeram (com o dinheiro deles, diga-se de passagem, pq com o meu que não ia ser...) eu tinha mais um “ataque histérico” que não adiantou nada. Hoje são lindos e tatuados, ou seria lindos mas tatuados?????
A minha infância e adolescência foram povoadas por ordens sem negociação, embora recheadas de um amor e um carinho nas entrelinhas. Meus pais eram de uma cultura e de uma geração em que demonstração de afeto e carinho não tinha lugar.
Por isso, quando nasceram meus filhos eu tinha uma meta específica – a de construir um ambiente de muito amor explícito, de expressão de sentimentos e, principalmente, de amizade e cumplicidade entre eles e eu. Fazia parte dessa construção a negociação de limites, que me foi ensinado por eles. Foram eles que me mostraram que pra dizer ‘não’, eu precisava ter argumentos. Aprendi na marra, especialmente com a minha 3ª filha, que é muito parecida comigo.
O diálogo foi aberto desde o início das vidas de cada um e os assuntos eram e são livres. Isso chocava a minha mãe – tadinha – que ficava horrorizada com o que eu dizia pros meus filhos...
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Era um domingo ensolarado e estávamos na casa dos meus pais fazendo e comendo churrasco, meus filhos, eu e os meus pais. Ficou calor e o Derek, o mais velho, tirou a camiseta. Para minha surpresa ele estava com sua primeira tatuagem no braço esquerdo – um dragão imenso que começava no ombro, fazendo voltas no braço reaparecendo em baixo do cotovelo. Acostumada a dizer as coisas boca afora (!!!), olhei aquilo e disse:
- Creeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo meu filho, que horrorrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!! E se o dragão brochar as meninas? Vais ter que transar de camiseta de manga comprida pelo resto da tua vida!!!!
O meu pai rolou de rir. Minha mãe quase morreu e o Derek, levantando as sobrancelhas ao céu, respondeu:
- Não te preocupes, mãezinha, elas gostam...
Por isso, quando nasceram meus filhos eu tinha uma meta específica – a de construir um ambiente de muito amor explícito, de expressão de sentimentos e, principalmente, de amizade e cumplicidade entre eles e eu. Fazia parte dessa construção a negociação de limites, que me foi ensinado por eles. Foram eles que me mostraram que pra dizer ‘não’, eu precisava ter argumentos. Aprendi na marra, especialmente com a minha 3ª filha, que é muito parecida comigo.
O diálogo foi aberto desde o início das vidas de cada um e os assuntos eram e são livres. Isso chocava a minha mãe – tadinha – que ficava horrorizada com o que eu dizia pros meus filhos...
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Era um domingo ensolarado e estávamos na casa dos meus pais fazendo e comendo churrasco, meus filhos, eu e os meus pais. Ficou calor e o Derek, o mais velho, tirou a camiseta. Para minha surpresa ele estava com sua primeira tatuagem no braço esquerdo – um dragão imenso que começava no ombro, fazendo voltas no braço reaparecendo em baixo do cotovelo. Acostumada a dizer as coisas boca afora (!!!), olhei aquilo e disse:
- Creeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo meu filho, que horrorrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!! E se o dragão brochar as meninas? Vais ter que transar de camiseta de manga comprida pelo resto da tua vida!!!!
O meu pai rolou de rir. Minha mãe quase morreu e o Derek, levantando as sobrancelhas ao céu, respondeu:
- Não te preocupes, mãezinha, elas gostam...
Isso botou um ponto final no assunto tatuagens, se bem que a cada nova tatuagem que ele e o Richard fizeram (com o dinheiro deles, diga-se de passagem, pq com o meu que não ia ser...) eu tinha mais um “ataque histérico” que não adiantou nada. Hoje são lindos e tatuados, ou seria lindos mas tatuados?????
quarta-feira, 25 de abril de 2007

O dia, hoje, foi uma taça plena,
o dia, hoje, foi a imensa onda,
hoje, foi toda a terra.
Hoje o mar tempestuoso
nos levantou num beijo
tão alto que estremecemos
à luz de um relâmpago
e, atados, descemos
para submergir sem nos desabraçar.
Hoje nossos corpos se fizeram extensos,
cresceram até o limite do mundo
e rolaram fundindo-se
numa só gota
de cera ou meteoro.
Entre nós dois se abriu uma nova porta
e alguém, sem rosto ainda,
ali nos esperava.
o dia, hoje, foi a imensa onda,
hoje, foi toda a terra.
Hoje o mar tempestuoso
nos levantou num beijo
tão alto que estremecemos
à luz de um relâmpago
e, atados, descemos
para submergir sem nos desabraçar.
Hoje nossos corpos se fizeram extensos,
cresceram até o limite do mundo
e rolaram fundindo-se
numa só gota
de cera ou meteoro.
Entre nós dois se abriu uma nova porta
e alguém, sem rosto ainda,
ali nos esperava.
De Los versos del Capitán - Pablo Neruda
terça-feira, 24 de abril de 2007
Acalanto do tempo

Permite
que eu fique por perto
sem palavras, em silêncio
aconchegada no peito
da ternura descoberta.
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Nas linhas que a vida tece
somos caminhos cruzados
nos entremeios do acaso
que rege o inesperado.
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Repousa
teu jeito menino
no ombro do meu carinho
Estende
tuas mãos vigorosas
na direção do horizonte
Conquista
a luz que ressurge
na claridade do céu
Viaja nos braços da noite
na quietude do sono
Deixa
que os sonhos embalem
a alegria desperta
sem pressa, na calmaria
do mútuo bom que acontece
no instante que comporta
a plenitude das horas
no infinito do abraço...
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Permite que eu te ame por inteiro
sem palavras, em silêncio
na intensidade do gesto,
acariciando o teu rosto
na imensidão de um celeiro,
que armazena colheitas
de risos e recompensas ...
de um tempo que caminhou muito
e está cansado de andar...
que eu fique por perto
sem palavras, em silêncio
aconchegada no peito
da ternura descoberta.
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Nas linhas que a vida tece
somos caminhos cruzados
nos entremeios do acaso
que rege o inesperado.
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Repousa
teu jeito menino
no ombro do meu carinho
Estende
tuas mãos vigorosas
na direção do horizonte
Conquista
a luz que ressurge
na claridade do céu
Viaja nos braços da noite
na quietude do sono
Deixa
que os sonhos embalem
a alegria desperta
sem pressa, na calmaria
do mútuo bom que acontece
no instante que comporta
a plenitude das horas
no infinito do abraço...
O tempo caminhou muito
e está cansado de andar...
Permite que eu te ame por inteiro
sem palavras, em silêncio
na intensidade do gesto,
acariciando o teu rosto
na imensidão de um celeiro,
que armazena colheitas
de risos e recompensas ...
de um tempo que caminhou muito
e está cansado de andar...
by Maria Alice Estrella
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond http://www.memoriaviva.com.br/drummond/index2.htm
E para acompanhar o Drummond, "A Mi Manera" na versão de Il Divo. E um bom dia a todos!
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond http://www.memoriaviva.com.br/drummond/index2.htm
E para acompanhar o Drummond, "A Mi Manera" na versão de Il Divo. E um bom dia a todos!
domingo, 22 de abril de 2007

Reflexões para um domingo de manhã...
A cada dia recolhemos o que aprendemos até aquele momento e deixamos o que é conhecido para trás. Essa penosa separação não é agradável, mas em algum lugar íntimo devemos saber, vagamente, que dizer adeus ao que é seguro traz a única segurança que jamais conheceremos.
De Fugindo do ninho, by Richard Bach
sábado, 21 de abril de 2007
sexta-feira, 20 de abril de 2007
O Amor ...

O amor é uma gota de orvalho pousando em uma pétala de rosa,
uma gota intermitente afogando-se no mar do esquecimento,
um suspiro esperando ser correspondido,
uma lágrima acariciando o rosto de quem amas,
é um grito esperando ser escutado,
um coração esperando ser aquietado,
um raio de luz na imensidão da noite
porém, sobre todas as coisas é o poder gritar que...TE AMO!
uma gota intermitente afogando-se no mar do esquecimento,
um suspiro esperando ser correspondido,
uma lágrima acariciando o rosto de quem amas,
é um grito esperando ser escutado,
um coração esperando ser aquietado,
um raio de luz na imensidão da noite
porém, sobre todas as coisas é o poder gritar que...TE AMO!
by Juan Andrés Leiwir
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Um pouco mais de Mario Benedetti...

Viceversa
Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte.
Tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte.
Tengo urgencia de oírte
alegría de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte.
O sea,
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.
By Mario Benedetti
Tengo miedo de verte
necesidad de verte
esperanza de verte
desazones de verte.
Tengo ganas de hallarte
preocupación de hallarte
certidumbre de hallarte
pobres dudas de hallarte.
Tengo urgencia de oírte
alegría de oírte
buena suerte de oírte
y temores de oírte.
O sea,
resumiendo
estoy jodido
y radiante
quizá más lo primero
que lo segundo
y también
viceversa.
By Mario Benedetti
Se vcs quiserem, tenho a tradução. Pessoalmente gosto mais no original...
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Compreensão ou Conhecimento?

Esta não foi na minha sala de aula :-), mas tem a ver com o que Amanda disse no meu post anterior. Tem a ver com autodidatas e professores imbecis, arrogantes e sem a mínima reflexão!!
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! Responde o aluno.
- Quatro? , replica o professor, arrogante, daqueles que se comprazem em tripudiar sobre os erros dos alunos.
- Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala, ordena o professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! , replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o "Barão de Itararé". Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins "nós temos". "Nós " temos quatro: dois meus e dois teus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! Responde o aluno.
- Quatro? , replica o professor, arrogante, daqueles que se comprazem em tripudiar sobre os erros dos alunos.
- Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala, ordena o professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! , replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o "Barão de Itararé". Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins "nós temos". "Nós " temos quatro: dois meus e dois teus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Histórias da sala de aula e da vida 1

Hoje de tarde meu neto entrou no MSN para me catar e me pedir ajuda. Ele está cursando Mecatrônica na graduação, 2° ano. Sempre foi um menino que leu muito. Entretanto, a conversa que se desenrolou hoje de tarde mostra que ele não sabe ler de todo não.
O problema: Ele tinha uma aula de Ética dentro de uma hora e precisava levar um poema ou uma letra de música para essa aula, que tivesse relação com Ética, Estética ou Lógica.
Como ele sabe que eu estou quase sempre online, veio me buscar.
Fui direito nos poemas do Ernesto e mandei pra ele o ‘Balada de um Transistor Só’. Pra mim, esse poema genial cabe nos 3 temas.
A conversa que seguiu:
L diz:
eu li umas tres vezes o poema...
L diz:
e desculpe minha ignorancia nao o entendi completamente
Anne diz:
hahahahahaha
Anne diz:
o que tens de fazer com o poema?
L diz:
soh entregar colocando um comentario e falar onde ele se encaixa com um dos temas propostos
Anne diz:
Bom... isso eu nao vou fazer por ti... é contra a ética...
L diz:
ehehehe
L diz:
nao ta blz
L diz:
eu me viro
L diz:
mas valew
Lucas diz:
beijao
Anne diz:
Beijao
Esse lance traz a tona o grande X da questão do ensino de línguas – maternas e estrangeiras!!!!! Afinal, o que é ler?
O problema: Ele tinha uma aula de Ética dentro de uma hora e precisava levar um poema ou uma letra de música para essa aula, que tivesse relação com Ética, Estética ou Lógica.
Como ele sabe que eu estou quase sempre online, veio me buscar.
Fui direito nos poemas do Ernesto e mandei pra ele o ‘Balada de um Transistor Só’. Pra mim, esse poema genial cabe nos 3 temas.
A conversa que seguiu:
L diz:
eu li umas tres vezes o poema...
L diz:
e desculpe minha ignorancia nao o entendi completamente
Anne diz:
hahahahahaha
Anne diz:
o que tens de fazer com o poema?
L diz:
soh entregar colocando um comentario e falar onde ele se encaixa com um dos temas propostos
Anne diz:
Bom... isso eu nao vou fazer por ti... é contra a ética...
L diz:
ehehehe
L diz:
nao ta blz
L diz:
eu me viro
L diz:
mas valew
Lucas diz:
beijao
Anne diz:
Beijao
Esse lance traz a tona o grande X da questão do ensino de línguas – maternas e estrangeiras!!!!! Afinal, o que é ler?

Reflexões de uma tarde de sol ...
A habilidade para fazer conexões, construir significado, saber o que procurar, onde procurar e como fazer isso é a base da aprendizagem no século XXI. Isso traz um desafio a nós professores. Termos como flexibilidade, colaboração, interação e negociação estão aqui para fazer-nos pensar sobre o quê estamos fazendo na sala de aula...
segunda-feira, 16 de abril de 2007

Prelúdio
A noite era quase dia
e o vento vinha do mar
Soltaram-se teus cabelos
antes mesmo de os tocar
Os olhos ainda fugiam
evitando se encontrar
E teu corpo de tão perto
não me deixava falar
Quanto tempo assim passou
até o céu se dourar...
Na areia quente e macia
Batendo quase em surdina
um só coração se ouvia
embalado pelo mar.
by Eugénia Tabosa
A noite era quase dia
e o vento vinha do mar
Soltaram-se teus cabelos
antes mesmo de os tocar
Os olhos ainda fugiam
evitando se encontrar
E teu corpo de tão perto
não me deixava falar
Quanto tempo assim passou
até o céu se dourar...
Na areia quente e macia
Batendo quase em surdina
um só coração se ouvia
embalado pelo mar.
by Eugénia Tabosa
domingo, 15 de abril de 2007
sábado, 14 de abril de 2007

É noite, luar, estrela conselheira,
céu, alegria, sono...
É noite, mar, reflexão,
sonho, cheiro, paz...
Paz, sossego, calma,
harmonia e vida...
Vida, desafios, vibração, encontros...
diálogo, convivência e entendimento.
Entendimento, compreensão enternecedor,
sentimento, partilha e amor...
Amor, tolerância, erros, momentos,
excitação, enlevo e loucura.
Loucura, delírios,
Prazer e paz...
Paz, bem-estar,
abraço, beijo, amorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.
© 2004 - Anne M. Moor e Manuel Mendes
céu, alegria, sono...
É noite, mar, reflexão,
sonho, cheiro, paz...
Paz, sossego, calma,
harmonia e vida...
Vida, desafios, vibração, encontros...
diálogo, convivência e entendimento.
Entendimento, compreensão enternecedor,
sentimento, partilha e amor...
Amor, tolerância, erros, momentos,
excitação, enlevo e loucura.
Loucura, delírios,
Prazer e paz...
Paz, bem-estar,
abraço, beijo, amorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.
© 2004 - Anne M. Moor e Manuel Mendes
sexta-feira, 13 de abril de 2007
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Imortal

Traz a tua paz para os meus sonhos
E faz que a minha noite seja eterna,
E assim, enquanto a vida hiberna,
Nossas almas, no entressonho,
Vaguearão juntas ao infinito
Num sopro de eternidade e vida.
E numa fuga do que esteja escrito,
Escapando do destino sensabor,
Libertos de incertezas aflitivas,
Distantes do corrupio, da roda-viva,
Buscaremos na esperança mais luzida
A imortalidade desse nosso amor.
By Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021d.htm
E faz que a minha noite seja eterna,
E assim, enquanto a vida hiberna,
Nossas almas, no entressonho,
Vaguearão juntas ao infinito
Num sopro de eternidade e vida.
E numa fuga do que esteja escrito,
Escapando do destino sensabor,
Libertos de incertezas aflitivas,
Distantes do corrupio, da roda-viva,
Buscaremos na esperança mais luzida
A imortalidade desse nosso amor.
By Francisco Simões
http://www.riototal.com.br/escritores-poetas/expoentes-021d.htm
O charme da meia idade

Garotas suspiram e quarentonas ousam se aproximar.
Tudo pelo jovem de meia idade que caminha em sua estrada.
Parece que vêm algo interno, além do externo.
E me pergunto, será que existe uma beleza interior?
Se existe, e sei que existe, encanta e atrai.
Refletindo, penso no conteúdo que se tem.
Nele, inclui-se valores, caráter e posição diante da vida.
Capacidade de amar e compartilhar a vida com outrem.
Ouvir é essencial, mas também saber perdoar e ter compaixão.
Sabedoria, maturidade e um sorriso sincero nos lábios.
Ah, sensibilidade, de que tanto falam as mulheres.
Mas é tudo? Falta somar os fios brancos no cabelo e um corpo saudável.
Esta parece ser a fórmula mágica que atrai e encanta algumas mulheres.
Em um mundo tão intolerante, a paz interior e a integridade fazem diferença.
Cada fase da vida tem seu encanto e o seu próprio charme: desafio é descobrir.
By Fernando Antonio Silva http://fasilva.blog.uol.com.br/
Tudo pelo jovem de meia idade que caminha em sua estrada.
Parece que vêm algo interno, além do externo.
E me pergunto, será que existe uma beleza interior?
Se existe, e sei que existe, encanta e atrai.
Refletindo, penso no conteúdo que se tem.
Nele, inclui-se valores, caráter e posição diante da vida.
Capacidade de amar e compartilhar a vida com outrem.
Ouvir é essencial, mas também saber perdoar e ter compaixão.
Sabedoria, maturidade e um sorriso sincero nos lábios.
Ah, sensibilidade, de que tanto falam as mulheres.
Mas é tudo? Falta somar os fios brancos no cabelo e um corpo saudável.
Esta parece ser a fórmula mágica que atrai e encanta algumas mulheres.
Em um mundo tão intolerante, a paz interior e a integridade fazem diferença.
Cada fase da vida tem seu encanto e o seu próprio charme: desafio é descobrir.
By Fernando Antonio Silva http://fasilva.blog.uol.com.br/
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Maternidade

Em homenagem a nossa amiga Amanda nesta Páscoa mágica...
Em teu ventre aconchegante,
Semeaste a primeira nota
de uma melodia imensa,
refletida no milagre de um tempo.
Semeaste a primeira nota
de uma melodia imensa,
refletida no milagre de um tempo.
Nele por um instante, depositaste todo teu eu,
marcado por uma ternura imensa,
uma alegria imensa,
coroado por um amor maior.
marcado por uma ternura imensa,
uma alegria imensa,
coroado por um amor maior.
Te deixaste penetrar pela certeza de um amanhã.
E, sem medo,
sentiste todo o calor de teu mundo.
Teu coração transbordou de serenidade.
E, sem medo,
sentiste todo o calor de teu mundo.
Teu coração transbordou de serenidade.
Havia algo novo,
algo muito teu,
profundamente enraizado em ti,
maravilhosamente presente em teu instante.
algo muito teu,
profundamente enraizado em ti,
maravilhosamente presente em teu instante.
Sonhaste com casa, cores, ruas.
Um céu azul brilhante, imenso,
Uma colina quieta, verdinha.
Uma paz... inebriante.
Um céu azul brilhante, imenso,
Uma colina quieta, verdinha.
Uma paz... inebriante.
E sentiste crescer em ti,
um novo ser, só teu.
Parte da tua luta, da tua alegria,
parte daquele momento tão íntimo.
um novo ser, só teu.
Parte da tua luta, da tua alegria,
parte daquele momento tão íntimo.
Teu corpo se modificou.
Teu olhar se encheu de alegria e serenidade.
Exalavas certeza,
vontade, luta.
Teu olhar se encheu de alegria e serenidade.
Exalavas certeza,
vontade, luta.
Brotava do teu ser
toda esperança,
outrora calada em teus lábios,
esquecida em teus olhos.
toda esperança,
outrora calada em teus lábios,
esquecida em teus olhos.
Dentro de ti,
havia um outro eu.
Abrigo sincero e franco
de tempos futuros...
havia um outro eu.
Abrigo sincero e franco
de tempos futuros...
Ele estava ali,
acariciando teu útero.
Pedaço teu, pequenino,
aquecido pelo teu mundo.
acariciando teu útero.
Pedaço teu, pequenino,
aquecido pelo teu mundo.
E... ele está aqui,
parte tua, elo despreendido de tua corrente.
Vida única, individual,
independente...
parte tua, elo despreendido de tua corrente.
Vida única, individual,
independente...
Seu mundo vive, ama e constrói.
E tu, alicerce presente deste tempo,
haverás de buscá-lo,
haverás de compreendê-lo...
E tu, alicerce presente deste tempo,
haverás de buscá-lo,
haverás de compreendê-lo...
by Maria do Carmo Ribeiro Tellechea
segunda-feira, 9 de abril de 2007

ORGASMO TRIFÁSICO, ................ de Millôr Fernandes
Orgasmo feminino é coisa da qual as mulheres entendem muito pouco e os homens, muito menos. Pelo fato de ser uma reação endócrina que se dá sem expelir nada, não apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu ou se foi simulado. Orgasmo masculino não! É aquela coisa que todo mundo vê. Deixa o maior flagrante por onde passa.Diante desse mistério, as investigações continuam e muitas pesquisas são feitas e centenas de livros escritos para esclarecer este gostoso e excitante assunto. Acompanho de perto, aliás, juntinho, este latejante tema. Vi, outro dia, no programa do Jô Soares, uma sexóloga sergipana dando uma entrevista sobre orgasmo feminino. A mulher, que mais parecia a gerente comercial da Walita, falava do corpo como quem apresenta o desempenho de uma nova cafeteira doméstica. Apresentou uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos para medir a descarga elétrica emitida pela "Periquita" na hora do orgasmo, e chegou à incrívelconclusão de que, na hora "H", a perseguida" dispara uma descarga de 250.000 microvolts.Ou seja, cinco "pererecas" juntas ligadas na hora do "aimeudeus!" seriam suficientes para acender uma lâmpada. Uma dúzia, então, é capaz de dar partida num Fusca com a bateria arriada. Uma amiga me contou que está treinando para carregar a bateria do telefone celular. Disse que gozou e, tcham, carregou. É preciso ter cuidado porque isso não é mais "xibiu", é torradeira elétrica! E se der um curto circuito na hora de "virar o zoinho", além de vesgo, a gente sai com mal de Parkinson e com a lingüiça torrada. Pensei: camisinha agora é pouco, tem de mandar encapar na Pirelli ou enrolar com fita isolante. E na hora "H", não tire o tênis nem pise no chão molhado... Pode ser pior! É recomendável, meu amigo, na hora que você for molhar o seu "biscoito" lá na canequinha de sua namorada, perguntar: é 110 ou 220 volts? Se não,meu xará, depois do que essa moça falou lá no Jô, pode dar "ovo frito no café da manhã." Esse país não melhora por absoluta falta de criatividade...São as mulheres, a solução contra o apagão.
Orgasmo feminino é coisa da qual as mulheres entendem muito pouco e os homens, muito menos. Pelo fato de ser uma reação endócrina que se dá sem expelir nada, não apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu ou se foi simulado. Orgasmo masculino não! É aquela coisa que todo mundo vê. Deixa o maior flagrante por onde passa.Diante desse mistério, as investigações continuam e muitas pesquisas são feitas e centenas de livros escritos para esclarecer este gostoso e excitante assunto. Acompanho de perto, aliás, juntinho, este latejante tema. Vi, outro dia, no programa do Jô Soares, uma sexóloga sergipana dando uma entrevista sobre orgasmo feminino. A mulher, que mais parecia a gerente comercial da Walita, falava do corpo como quem apresenta o desempenho de uma nova cafeteira doméstica. Apresentou uma pesquisa que foi feita nos Estados Unidos para medir a descarga elétrica emitida pela "Periquita" na hora do orgasmo, e chegou à incrívelconclusão de que, na hora "H", a perseguida" dispara uma descarga de 250.000 microvolts.Ou seja, cinco "pererecas" juntas ligadas na hora do "aimeudeus!" seriam suficientes para acender uma lâmpada. Uma dúzia, então, é capaz de dar partida num Fusca com a bateria arriada. Uma amiga me contou que está treinando para carregar a bateria do telefone celular. Disse que gozou e, tcham, carregou. É preciso ter cuidado porque isso não é mais "xibiu", é torradeira elétrica! E se der um curto circuito na hora de "virar o zoinho", além de vesgo, a gente sai com mal de Parkinson e com a lingüiça torrada. Pensei: camisinha agora é pouco, tem de mandar encapar na Pirelli ou enrolar com fita isolante. E na hora "H", não tire o tênis nem pise no chão molhado... Pode ser pior! É recomendável, meu amigo, na hora que você for molhar o seu "biscoito" lá na canequinha de sua namorada, perguntar: é 110 ou 220 volts? Se não,meu xará, depois do que essa moça falou lá no Jô, pode dar "ovo frito no café da manhã." Esse país não melhora por absoluta falta de criatividade...São as mulheres, a solução contra o apagão.
domingo, 8 de abril de 2007

Pegando um gancho no Arguta Café, e sendo domingo de Páscoa, além do meu baixo astral ter se evaporado,
..."A vida é como a música. Deve ser composta de ouvido, com sensibilidade e intuição, nunca por normas rígidas."
Autor: Butler , Samuel
Autor: Butler , Samuel
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Comprei o livro - FIO - de Mariza Tavares que o Ernesto indicou... Lindo! Últimas reflexões da noite... emprestado da M.T. Temperança
As vezes penso que tempo e distância conspiram
a nosso favor.
Cozinham em fogo brando este sentimento
capricham no gosto e no tempero
liberam um buquê inebriante.
Às vezes penso o contrário - quando tenho a certeza
de que inexiste
a possibilidade de um acordo amigável com o tempo.
E me angustio por não poder simples e intensamente
me afogar em você.
Mas chato mesmo é não ter alternativa.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Poesia é a perfeição da alma,
elevação de pensamentos,
profundidade de sensações,
delicadeza de palavras,
luz,
fogo,
música interior ...
(Juan Montalvo)
elevação de pensamentos,
profundidade de sensações,
delicadeza de palavras,
luz,
fogo,
música interior ...
(Juan Montalvo)
O importante na vida: busca o que amas
e aprende tudo a esse respeito.
Aposta tua vida no que sabes e foge
do que é seguro, lançando-te de tua montanha,
ao espaço e confiando que o Princípio
do Vôo te alçará, veloz, de um modo
que não se vê com os olhos.
(De: Fugindo do Ninho)
e aprende tudo a esse respeito.
Aposta tua vida no que sabes e foge
do que é seguro, lançando-te de tua montanha,
ao espaço e confiando que o Princípio
do Vôo te alçará, veloz, de um modo
que não se vê com os olhos.
(De: Fugindo do Ninho)
terça-feira, 3 de abril de 2007
segunda-feira, 2 de abril de 2007
A aula de leitura

A leitura é muito mais
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender.
vai ler nas folhas no chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é a-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pêlo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
e também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
by Ricardo Azevedo
do que decifrar palavras.
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender.
vai ler nas folhas no chão,
se é outono ou se é verão;
nas ondas soltas do mar,
se é hora de navegar;
e no jeito da pessoa,
se trabalha ou se é a-toa;
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;
vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pêlo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;
e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou vai lento;
e também na cor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,
e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens do céu,
vai ler na palma da mão,
vai ler até nas estrelas
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos têm segredos
difíceis de decifrar.
by Ricardo Azevedo
domingo, 1 de abril de 2007
The journey
Como cheguei aqui... Final

Confrontada com isso e com minhas incertezas, além do começo do desmoronamento do meu casamento, que levaria dez anos para implodir de vez, eu tomei uma decisão: fazer um curso superior, provando para mim mesma que eu era capaz, que língua portuguesa não era este terror que muitos me diziam e, olhando agora, para fugir de uma situação na minha vida pessoal muito sofrida. E, em 1980, entrei no Curso de Letras da Fundação Universidade do Rio Grande. Era a primeira vez que estudava em português. Sempre fui uma ávida leitora, desde criança, mas essa leitura havia sido em inglês. A única coisa que eu lia em português era o jornal.
Foi ali que eu comecei a gostar de ser professora. Ao longo do meu curso, voltei para a sala de aula do ensino médio como professora. Voltei ou, talvez seja melhor dizer, comecei a ser professora de inglês. O primeiro fato que me aterrorizou ao voltar para a sala de aula foi a constatação de que meus 300 (trezentos) alunos, distribuídos nas três séries do ensino médio, não pensavam e, o que era mais assustador, que eu havia contribuído para esse fato enquanto professora no ensino fundamental – sem nenhuma reflexão havia formado uma massa de não pensantes – pela metodologia descontextualizada e desprovida de significado, que eu usava nas minhas aulas. Definitivamente, foi uma conclusão dolorosa, mas que me impulsionou a procurar as razões e a me apaixonar por educação e ser professora. Demonstrou-me a responsabilidade que temos como professores e a beleza de estar envolvida no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes outros além dos meus filhos.
Estranhamente, mesmo com um passado de formação em inglês, eu não tive problemas no Curso de Letras. Certamente meu passado de leitora foi responsável por isso. Meus fracassos escolares eram coisas do passado. Foram quatro anos de muito prazer. Formei-me em 1984 em Português e Inglês e respectivas Literaturas e criei muito no possibilitar ambientes diferenciados de aprendizagem no ensino médio, especificamente no ensino de inglês.
Em 1987, já formada e com a implosão definitiva de vinte anos de casamento, voltei a trabalhar no Yázigi – Pelotas, desta vez como professora e coordenadora pedagógica. Ao mesmo tempo, em outubro de 1987, fiz concurso e fui aprovada para professora substituta de Língua Inglesa e Lingüística Aplicada no Curso de Letras da UFPel. Em 1989, fiz concurso para professor efetivo na mesma área. Desde então, tem sido uma constante busca para entender os processos de aquisição e aprendizagem de língua estrangeira e o papel da língua estrangeira na formação das crianças e adolescentes brasileiros na escola básica, além de entender os processos necessários na formação do professor de línguas, objetivo maior dos Cursos de Letras e, sobretudo, compreender o papel da leitura, do texto, da contação de histórias, da poesia, enfim, da linguagem na vida do cidadão.
De 1987-1995, paralelamente à construção profissional, desenrolou-se um crescer pessoal ao terminar de criar meus filhos e garantir um espaço neste mundão de meu Deus para todos nós. Foi desafiador, um momento de reforçar os laços de amizade que havia começado na infância deles, um período para nos conhecermos a fundo e nos amparar mutuamente no sofrimento de uma família desfeita. Vencemos, com cicatrizes profundas, mas certamente vencemos.
De lá pra cá construiu-se um caso de paixão com o fazer diário de formadora de professores de língua. E após muitos anos de docência em diferentes contextos, resolvi me aposentar e continuar apenas com o meu projeto de pesquisa, que é um sonho de muitos anos, uma caminhada de muito trabalho e a descoberta de uma fascinação pela informática. Essa fascinação e a curiosidade por coisas novas me levaram para o estudo e a prática de educação a distância, a partir da minha experiência com o projeto de educação continuada – Banco Multidisciplinar de Textos – carinhosamente conhecido por BMT. Este trabalho projeta o meu gosto incondicional pela leitura, pela beleza da palavra e pela certeza (uma das poucas) de que é através da leitura e do texto que o conhecimento em qualquer área se constrói. É através da leitura que se desenvolvem as idéias, o raciocínio e a paixão de viver.
Sísifo
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez,
te reconheças...
-MIGUEL TORGA -
Foi ali que eu comecei a gostar de ser professora. Ao longo do meu curso, voltei para a sala de aula do ensino médio como professora. Voltei ou, talvez seja melhor dizer, comecei a ser professora de inglês. O primeiro fato que me aterrorizou ao voltar para a sala de aula foi a constatação de que meus 300 (trezentos) alunos, distribuídos nas três séries do ensino médio, não pensavam e, o que era mais assustador, que eu havia contribuído para esse fato enquanto professora no ensino fundamental – sem nenhuma reflexão havia formado uma massa de não pensantes – pela metodologia descontextualizada e desprovida de significado, que eu usava nas minhas aulas. Definitivamente, foi uma conclusão dolorosa, mas que me impulsionou a procurar as razões e a me apaixonar por educação e ser professora. Demonstrou-me a responsabilidade que temos como professores e a beleza de estar envolvida no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes outros além dos meus filhos.
Estranhamente, mesmo com um passado de formação em inglês, eu não tive problemas no Curso de Letras. Certamente meu passado de leitora foi responsável por isso. Meus fracassos escolares eram coisas do passado. Foram quatro anos de muito prazer. Formei-me em 1984 em Português e Inglês e respectivas Literaturas e criei muito no possibilitar ambientes diferenciados de aprendizagem no ensino médio, especificamente no ensino de inglês.
Em 1987, já formada e com a implosão definitiva de vinte anos de casamento, voltei a trabalhar no Yázigi – Pelotas, desta vez como professora e coordenadora pedagógica. Ao mesmo tempo, em outubro de 1987, fiz concurso e fui aprovada para professora substituta de Língua Inglesa e Lingüística Aplicada no Curso de Letras da UFPel. Em 1989, fiz concurso para professor efetivo na mesma área. Desde então, tem sido uma constante busca para entender os processos de aquisição e aprendizagem de língua estrangeira e o papel da língua estrangeira na formação das crianças e adolescentes brasileiros na escola básica, além de entender os processos necessários na formação do professor de línguas, objetivo maior dos Cursos de Letras e, sobretudo, compreender o papel da leitura, do texto, da contação de histórias, da poesia, enfim, da linguagem na vida do cidadão.
De 1987-1995, paralelamente à construção profissional, desenrolou-se um crescer pessoal ao terminar de criar meus filhos e garantir um espaço neste mundão de meu Deus para todos nós. Foi desafiador, um momento de reforçar os laços de amizade que havia começado na infância deles, um período para nos conhecermos a fundo e nos amparar mutuamente no sofrimento de uma família desfeita. Vencemos, com cicatrizes profundas, mas certamente vencemos.
De lá pra cá construiu-se um caso de paixão com o fazer diário de formadora de professores de língua. E após muitos anos de docência em diferentes contextos, resolvi me aposentar e continuar apenas com o meu projeto de pesquisa, que é um sonho de muitos anos, uma caminhada de muito trabalho e a descoberta de uma fascinação pela informática. Essa fascinação e a curiosidade por coisas novas me levaram para o estudo e a prática de educação a distância, a partir da minha experiência com o projeto de educação continuada – Banco Multidisciplinar de Textos – carinhosamente conhecido por BMT. Este trabalho projeta o meu gosto incondicional pela leitura, pela beleza da palavra e pela certeza (uma das poucas) de que é através da leitura e do texto que o conhecimento em qualquer área se constrói. É através da leitura que se desenvolvem as idéias, o raciocínio e a paixão de viver.
Sísifo
Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez,
te reconheças...
-MIGUEL TORGA -
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